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Entre as principais vantagens oferecidas a investidores estrangeiros no país está a política de incentivos fiscais do governo, que pode garantir retorno de até 50% do investimento em até 10 anos.

Além disso, como forma de facilitar a entrada de investimentos externos no país, um bem sucedido programa de desburocratização permite que uma empresa consiga se instalar na Polônia em apenas 31 dias.

Porta de entrada para a EU

A Polônia tende a se consolidar como grande porta de entrada da União Européia para as empresas brasileiras, uma vez que as empresas estrangeiras que se instalarem no país ou formarem joint ventures com empresas locais em algum dos grandes projetos de reestruturação econômica, terão direitos adquiridos para atuar em qualquer parte da UE, conseguindo melhor acesso e vantagens estratégicas nas operações com os mercados vizinhos da Comunidade Européia.

A atração de investimentos externos continua sendo uma das prioridades da atual política econômica local, abrindo novas perspectivas de internacionalização para as empresas brasileiras. Muitas delas já estão operando no país, seja através de negócios comerciais Brasil-Polônia, de investimentos diretos ou ainda por meio de cooperação com parceiros locais.

Segundo dados da Agência Polonesa de Informação e Investimentos Estrangeiros - Paiz (www.paiz.gov.pl), o fluxo dos investimentos diretos estrangeiros no período 1993-2007 chegou a um valor acumulado próximo de US$ 148 (cento e quarenta e oito) bilhões.

Fatores favoráveis a investimentos na Polônia

A economia polonesa teve um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 5,8% em 2006 e 6,6% em 2007. Este crescimento é maior do que a média da Comunidade Européia (2,7%). A previsão para 2008 é de 5,5%.

O crescimento da Polônia tem sido motivado principalmente pelas exportações, aumento da produção industrial e de investimentos.
Posicionada em 2º lugar em investimentos planejados na Europa (dados fornecidos pela Ernst&Young), a Polônia é vista como principal destino para novos investimentos e projetos de expansão na Europa.

As vantagens oferecidas em termos de produtividade e flexibilidade de condições de emprego colocaram a Polônia em posição de liderança na Europa.

Segundo relatório da consultoria AT Kearney de 2006, o ambiente de investimento estrangeiro direto (IED) na Polônia é positivo e dinâmico. - O relatório afirma que;
o Um em cada quatro investidores estrangeiros está mais otimista no mercado polonês.
o Um em cada dez investidores globais fará seu primeiro investimento na Polônia.

A Polônia é a maior produtora européia de móveis e alimentos orgânicos e está entre os líderes dos setores de automotivo e autopeças, aparelhos de TV e tecnologia em transmissão de energia elétrica.

Executivos colocaram a Polônia na 7ª posição do mundo como seu país de escolha para investimentos (Ernst&Young).

O relatório destacou o crescente potencial da Polônia como localização para centros de serviços como, por exemplo, financeiros e call-centers.

O país também figura em 2º lugar para investimentos em eletricidade e 3º para agricultura, pesca e serviços florestais.

Em razão de todos esses fatores favoráveis, a Apex-Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos), já implantou na capital, Varsóvia, o Centro de Negócios (CN) de produtos brasileiros, que já concentra dezenas de empresas brasileiras operando nos mercado polonês e da região.


Acesso às facilidades dos Fundos da UE

Uma das grandes vantagens de investir na Polônia é o acesso às facilidades e benefícios dos Fundos Estruturais e de Coesão da UE.

Segundo o Departamento de Promoção Comercial e Investimentos da Embaixada da Polônia no Brasil, o país recebeu dos Fundos da UE perto de EU$ 13 bilhões no período 2004/ 2006 e deverá receber mais EU$ 85 bilhões até 2013.

Os recursos que o país recebe dos Fundos estão sendo aplicados em projetos público-privados, especialmente em setores de infra-estrutura voltados a construção de rodovias e ferrovias, desenvolvimento regional, apoio às pequenas e médias empresas, indústria da pesca, modernização do setor de alimentos, entre outros.

Através do acesso aos Fundos da UE, a Polônia soube utilizar os meios comunitários para implantar milhares de projetos que contribuíram para estimular a economia nacional e as estruturas administrativas, programas sociais e a modernização das atividades rurais.

No período de 2004-2006 os Fundos Estruturais: Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, Fundo Social Europeu, Fundo Europeu de Orientação e Garantia Agrícola e Instrumento Financeiro das Pescas chegam ao total de EU$ 8,27 bilhões.

Os fundos são dirigidos, basicamente, a seis programas setoriais:
- Desenvolvimento dos Recursos Humanos,
- Aumento da Competitividade de Empresas,
- Agricultura,
- Pesca,
- Transporte,
- Assistência Técnica.


Fundos de Coesão

Os Fundos de Coesão atingem o valor de EU$ 4,18 bilhões. São destinados a financiar grandes projetos, com valores acima de EU$10 milhões, voltados para infra-estrutura, transporte e meio ambiente.

Em junho de 2004, já estavam em fase de implementação 100 projetos (33 projetos na área de transporte, 67 de meio ambiente) no valor total de EU$ 6,07 bilhões, com financiamento do Fundo de Coesão de EU$ 4,3 bilhões.


Perspectivas para o período 2007-2013

A Polônia terá ã sua disposição neste período mais EU 85,65 bilhões dos Fundos da UE. Deste valor, EU 59,65 bilhões são destinados a financiamentos dos projetos do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (52%), do Fundo Social Europeu (15%) e do Fundo de Coesão (33%), com as seguintes prioridades:

- desenvolvimento e modernização da infra-estrutura de transporte e do meio ambiente,

- aumento da competitividade e produtividade da economia nacional,

- desenvolvimento de recursos humanos e capitais social,

- aceleração do ritmo de crescimento socioeconômico das regiões marginalizadas.

Além desses programas, a Polônia têm direito ainda a EU$ 26 bilhões como ajuda para a agricultura local até 2013.

 
 
Câmara Nacional de Comércio e Indústria Brasil - Polônia