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Principais ramos da economia

Indústria
No início dos anos noventa, iniciou-se o processo de reestruturação da indústria polonesa - mineração e extração, transformação industrial e produção e abastecimento em energia elétrica, gás e água. Essa reestruturação tem como fim a adaptação da indústria ao funcionamento nas condições da economia de mercado, resultantes sobretudo dos desafios da globalização, abertura da economia, como também da participação da Polônia no processo de integração como país membro da União Européia.

A partir de 1992, se apresentava a tendência ao crescimento rápido da produção industrial. O volume da produção vendida da indústria aumentou, nos anos 1992-2000, num ritmo médio anual de 7,3%. Após o enfraquecimento passageiro do ritmo de crescimento da produção industrial, nos anos 2001-2002, em 2003 ocorreu a sua aceleração para 8,1%, sendo que em 2004 - para 11,6%.

Em 2004, a dinâmica da produção vendida - superior a do ano anterior - foi resultado da aceleração do ritmo de crescimento da produção no setor da transformação industrial - para 14,5%, face aos 10,5% em 2003. Na mineração e extração, a produção aumentou em 1,9% (face à queda de 3,6% no ano anterior), contudo, na produção e no abastecimento em energia elétrica, gás e água, diminuiu de 1,8% face ao crescimento de 1,4% em 2003.


Em 2004, o valor da produção vendida da mineração e extração atingiu cerca de PLN 22 bilhões (isto é, US$ 6 bilhões), da transformação industrial - cerca de PLN 541 bilhões (US$ 148,1 bilhões), enquanto a produção das empresas que se ocupam da produção e do abastecimento em energia elétrica, gás e água - cerca de PLN 66 bilhões (US$ 18 bilhões).

A base da elevada dinâmica do desenvolvimento do setor industrial na Polônia é o crescimento da produção do setor de transformação da indústria, centrado na grande dinâmica das firmas do setor privado.

O crescimento da produção vendida da indústria, nos anos 2000-2004, foi alcançado junto com uma taxa de emprego decrescente; aumentou, claramente, a produtividade do trabalho medida pelo valor da produção vendida por pessoa empregada. Em 2004, na indústria de transformação o lembrado crescimento da produção vendida de 14,5 ocorreu juntamente com a queda do emprego de cerca de 0,4%.

Em 2004, a maior participação na produção da indústria de transformação teve a produção de artigos alimentícios e bebidas - 17,9% (18,8% em 2003). O seguinte lugar ocupava a produção de veículos mecânicos e reboques, com participação de 9,3% (7% em 2003); a seguir, a indústria química (6,25%), refinaria e coque (5,6%), produção de produtos metálicos (5,1%), metais (5,0%), como também produção de artigos de borracha e plásticos, de máquinas e equipamentos não elétricos, de máquinas e aparelhagem elétrica (participação de cerca de 3-4% para cada um desses setores).


A reestruturação da indústria é efetuada em diferentes planos e abrange tanto os programas setoriais como também atuações empreendidas diretamente nas empresas industriais. A base dos programas de reestruturação é a melhoria da rentabilidade do desempenho das empresas.

As ações de reestruturação no nível das empresas estão ligadas - o mais freqüente - com a privatização, e também com participação de capital estrangeiro. Em 2004, parte fundamental da produção industrial (81,6%) já era realizada pelas empresas privadas. A participação do setor privado no emprego médio na indústria aumentou de 49,6% em 1995 para 75% em 2003, e 77% em 2004.

As ações de reestruturação baseiam-se sobretudo na implementação de novas estruturas organizacionais e métodos de gestão, como também na substituição de máquinas e introdução de novas tecnologias, na renovação do perfil e do sortimento da produção. Essas ações são conectadas com a introdução de tecnologias de informação (ICT), métodos efetivos de abastecimento (entre outros, Just-in-Time), bem como normas ISO.

A reestruturação da indústria leva ao crescimento da produtividade do trabalho e da melhoria da rentabilidade da produção. Numa perspectiva mais longa, de mais de dez anos, o objetivo da reestruturação é o crescimento da participação do setor de elevada e médio-alta técnica na produção industrial, com a limitação concomitante do papel dos setores de técnica médio-baixa e baixa. A base de tal reestruturação é a atividade de pesquisas voltada para o desenvolvimento (P+D), que está assentada no desenvolvimento de trabalhos criativos, empreendidos com vistas ao aumento do acervo do conhecimento, como igualmente a encontrar novas aplicações desse conhecimento.

Em 2003, os investimentos internos das empresas industriais nos trabalhos de P+D, como também o emprego nessas atividades, estavam concentrados na indústria química, incluindo a farmacêutica, mas, além disso, na produção de máquinas e equipamentos, de máquinas e aparelhagem elétrica, bem como de veículos mecânicos.

Setores da indústria de transformação polonesa que representam campos da técnicaselecionados com base no teor do P+D (segundo classificação da OCDE)

Em seis breves e uniformes perfis setoriais apresentamos os dados básicos que caracterizam dado setor, sua posição nos mercados nacional e internacional, bem como, indiretamente - através da participação das grandes firmas no emprego - o significado das empresas pequenas e médias. Tem como fim indicar tanto o potencial como também as possibilidades de desenvolvimento desses setores.

Na indústria polonesa de transformação, domínio de elevada técnica (High-technology industries) representam os setores aeronáutico e farmacêutico, de técnica médio-elevada (Medium-hightechnology industries) - setores automobilísticos e químico. Representante do domínio da técnica médio-inferior (medium-low technology industries) é o setor de indústria de navios, enquanto da técnica inferior (low-technology industries) - o setor petroquímico (mais precisamente - produção de coque e de produtos de refinação de petróleo).

Nos anos 1995-2004, na indústria de transformação na Polônia, nos domínios considerados de elevada técnica, os empregados somavam cerca de 4% do total das pessoas empregadas no cômputo geral das empresas, nas quais trabalhavam 50 ou mais pessoas. A participação do setor de elevada técnica (segundo classificação da OECD de 1997), no valor da produção vendida da indústria de transformação na Polônia, aumentou, nos anos 2001-2003, de 4,8% para 5,1%, mas em conjunto com o setor da técnica médio-elevada, cresceu, correspondentemente, de 27,4% para 28,5%, sendo que para as empresas do setor privado que eram propriedade estrangeira, essa participação era significativamente superior e aumentou de 42,7% para 46,7%.

Entre os traços característicos do desenvolvimento da indústria de transformação na Polônia se insere a criação de "clusters" (conjuntos) industriais - grupo de empresas especializadas que concorrem e cooperam principalmente entre si, na sua jurisdição local, mas também com o entorno regional, nacional e internacional. Os "clusters" criam demanda para inovações e geram recursos altamente qualificados, que permitem alcançar e manter as predominâncias competitivas.

As empresas industriais polonesas promovem suas atividades e inserem ofertas de cooperação em seus sites. Essa prática já é generalizadamente aplicada pelas grandes empresas, pela maioria das empresas médias e por um número cada vez maior de pequenas firmas.






Construção
A construção é importante setor da economia polonesa. Em 31 de dezembro de 2003, o número de pessoas empregadas nesse setor era de 625 mil, o que constituía cerca de 5% do total das pessoas que trabalhavam em toda a economia nacional. O valor acrescentado atingia PLN 41,6 bilhões (US$ 10,7 bilhões) e constituía 5,1% do PIB.

O valor da produção vendida do setor de construção somava, em 2003, PLN 93,2 bilhões (US$ 24,0 bilhões), enquanto da produção de construção e montagem - PLN 67,5 bilhões (US$ 17,4 bilhões)1.

A construção é um setor dominado por pequenas firmas do setor privado. A participação do setor privado no valor total da produção de construção e montagem, em 2003, chegou a 98%, sendo que a participação das firmas privadas estrangeiras - 5,6%. A produção relacionada com construção e montagem era realizada, no total, por 173,9 mil empresas, que empregavam 496 mil pessoas. As empresas com o efetivo de até 19 pessoas constituíam até 97,8%; as que empregavam de 20 a 49 pessoas - 4,5% do total das empresas.

O grupo de grandes empresas, que empregavam acima de 500 funcionários, era formado por 42 firmas.

Nos anos 2001-2002, o volume da produção de construção e montagem na Polônia diminuía, o que estava relacionado com o enfraquecimento registrado nesse período da dinâmica de investimento.

Após ligeiro aquecimento em 2003 (crescimento de 1,6%), o volume da produção de construção e montagem baixou novamente em 2004, embora tenha sido já uma queda ínfima (de 1%). Ao mesmo tempo, registrou-se um crescimento da venda nas empresas que preparam os terrenos para construção, o que pode sugerir novo aquecimento da dinâmica de construção já num período próximo. Contudo, em período mais longo, na produção do setor de construção deverá influir, como estímulo, a adesão da Polônia à União Européia. O efeito da adesão constituirá, assim, de um lado, o empreendimento no território do nosso país da realização de inúmeros novos projetos de investimento, em resultado da afluência dos fundos estruturais; por outro lado, a esperada melhora gradual das condições de atuação das firmas polonesas de construção no mercado uniforme da UE alargada.
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1 A produção vendida do setor de construção refere-se à toda atividade da empresa, isto é, tanto à atividade de construção como também à que não o seja. A produção de construção e montagem refere-se à atividade de construção das empresas desse setor, realizada no território da Polônia pelo sistema de encomenda.


Agricultura
A Polônia é um considerado produtor agrário em escala mundial e européia. Em 2003, ocupava, por exemplo, o segundo lugar no mundo quanto à produção de centeio, o sexto na produção de batatas, bem como na criação de suínos, o sétimo na produção de aveia e beterraba açucareira, o décimo-primeiro na produção de leite de vaca.

A superfície das terras cultiváveis na Polônia é de 18,2 milhões de ha e constitui 50,2% da superfície do país, portanto, mais do que a média nos 15 "antigos" Estados da União Européia.

Vale sublinhar que isso corresponde a 13% da superfície das terras cultiváveis dos 15 Estados da União Européia. Na Polônia, nas propriedades privadas incidem 14 milhões de ha, isto é, 84,4% do total da superfície das terras cultiváveis. A partir de 1990 teve início o processo de privatização das propriedades estatais. Quase toda a superfície das glebas das antigas Propriedades Agrárias Estatais (PAE) passaram ao controle privado, principalmente em forma de arrendamento.

Os solos aráveis abarcam 78,0% da superfície das terras cultiváveis, os pomares - 1,7%, os prados e terrenos de pasto - 20,2%.

A área média da propriedade agrária privada, em 2003, era de 8,2 ha, sendo que 33% constituíam propriedades com área de 2 a 5 ha, 22,1% - de 5 a 10 ha, 9,2% - de 10 a 15 ha, bem como 9,9% - acima de 15 ha. Uma significativa porcentagem das propriedades possuíam de 1 a 2 ha de terras cultiváveis (25,8%). Nos anos 1995-2003, a superfície média da propriedade agrária privada aumentou no nível de 0,6%.

O grau de mecanização da agricultura é bastante elevado. Em 2003, um trator agrícola incidia em 10 ha de terras cultiváveis. O consumo de adubos químicos no ano produtivo 2002/2003 foi de 93,6 kg de componente puro NPK por 1 ha de terras cultiváveis e foi superior em 0,4 kg face ao ano anterior.

Em 2003, no total, na agricultura, caça e setor florestal, trabalhavam 2.098 mil pessoas, isto é, 16,6% do número global das pessoas empregadas na Polônia; nos 15 Estados "antigos" da UE, esse indicador alcançava um pouco mais que 4%.

O valor da produção da agricultura, em 2003, em preços fixos, caiu 0,8%, em relação a 2002, e foi 9,7% inferior em compração a 1990. Assim, consecutivamente, não foi restabelecida a produção agrícola do início dos anos noventa. Entre outras causas, o fato resultava da baixa rentabilidade e do limitado apoio orçamentário, mas igualmente das barreiras financeiras da demanda no mercado interno de alimentos.

Contudo, em 2004, no primeiro ano da adesão da Polônia à União Européia, o volume da produção global da agricultura aumentou 7,6%.

Os dados básicos que caracterizam a produção agrícola em 2003 apresentam-se da seguinte forma:

_ as colheitas dos produtos agrícolas: cereais básicos com misturas cerealíferas (mais milho, trigo sarraceno, painço) - 23,4 milhões de toneladas (26,9 milhões de toneladas em 2002); batatas - 13,7% milhões de toneladas (15,5 milhões de toneladas em 2002); beterraba açucareira - 11,7 milhões de toneladas (13,4 milhões de toneladas em 2002); legumes plantados em terra aberta - 4,4 milhões de toneladas (3,9 milhões de toneladas em 2002); frutas de pomar - 2,9 milhões de toneladas (2,6 milhões de toneladas em 2002); frutas de mirtilo - cerca de 0,4 milhões de toneladas, assim como em 2002,
_ número de cabeças de animais domésticos segundo estatística de junho de 2003: gado bovino - 5,5 milhões (assim como em 2002); suínos - 18,6 milhões (assim como em 2002); ovino - cerca de 0,3 milhão; cavalos - cerca de 0,3 milhão de cabeças,
_ produção de gado de abate em peso vivo - 4.776 mil toneladas, sendo de bovinos (sem bezerros) - 591 mil toneladas (523 mil toneladas em 2002); suínos - 2.833 mil toneladas; aves -1.228 mil toneladas (1.134 mil toneladas em 2002),
_ produção de leite - 11.546 milhões de litros (11.527 milhões de litros em 2002),
_ produção de ovos - 9.168 milhões de unidades (8.924 milhões de unidades em 2002).

Em resultado da adesão da Polônia à União Européia, em 2004, os agricultores poloneses receberam pela primeira vez o primeiro apoio financeiro a seus rendimentos, proveniente do orçamento comunitário (no valor de 25% do nível de apoio recebido pelos agricultores dos Estados "dos quinze"), complementado com apoio comunitário e nacional a título de modificações do apoio dos rendimentos agrícolas, de certas quantias do chamado pilar II, que abrange os recursos estruturais (o que permitiu obter mais de 30% do nível de apoio realizado nos Estados da UE-15), como também, adicionalmente, apoio nacional, o que deu um volume conjunto de apoio aos rendimentos agrícolas na Polônia no nível de cerca de 55% do nível de apoio aplicado nos Estados da UE-15.

Em 2004, foi realizado na Polônia um programa de ações de adaptação da agricultura e de todo o setor agro-alimentício às condições existentes nos países da União Européia: _ com base nos recursos do Programa SAPARD (Special Accession Programme for Agriculture and Rural Development), lançado antes da adesão. Segundo dados do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento do Campo, referente a 15 de março de 2005, a Agência de Reestruturação e Modernização da Agricultura pagou aos beneficiários, incluindo os agricultores, a quantia de PLN 2.781.839.359,

_ as transformações estruturais ocorridas após a adesão na agricultura polonesa e seu entorno são complementarmente financiadas a partir de recursos comunitários e nacionais, nos quadros do Plano de Desenvolvimento das Áreas Rurais, previsto para os anos 2004- 2006. Em conjunto, nos quadros do Plano, está previsto um financiamento complementar proveniente de recursos orçamentários no valor de 3.592,4 milhões de euros, sendo que 2.866,4 milhões de euros do orçamento nacional. Em janeiro de 2005 foi iniciada a realização de 8 dentre as 10 ações planejadas do Plano,

_ a reestruturação do setor agro-alimentício na Polônia, incluindo a agricultura, é efetuada também nos quadros do Programa Operacional Setorial "Reestruturação e modernização do setor alimentício, bem como desenvolvimento das áreas rurais", previsto para os anos 2004-2006. No total, para a realização do Programa está planejado um financiamento complementar que atinge a quantia de 1.784,1 milhões de euros, sendo 568,9 milhões de euros a partir do orçamento nacional. Os recursos financeiros do orçamento comunitário têm uma participação cada vez maior nos gastos efetuados no apoio ao setor agroalimentício polonês. Por exemplo, em 2005 somam cerca de PLN 8,5 bilhões, enquanto que as despesas cobertas a partir do orçamento nacional - cerca de PLN 8,0 bilhões.

A situação econômico-financeira do setor agro-alimentício polonês em 2004 foi configurada pelos seguintes fenômenos:

_ o importante apoio acima lembrado, com base em recursos públicos, incluindo os orçamentários, nacionais e comunitários (tanto em forma de apoio direto dos rendimentos, como também em forma de meios de investimento e outros),

_ o grande crescimento da exportação agro-alimentícia, de 4.003 milhões de euros em 2003 para 5.223 milhões de euros em 2004, com simultâneo crescimento do saldo comercial positivo, correspondentemente, de 451 milhões de euros para 1.032 milhões de euros, _ o crescimento dos preços de venda dos produtos agrícolas, por exemplo, animais de abate
(bovinos e suínos), bem como do leite, acompanhado da queda generalizada dos preços dos cereais (principalmente por causa da abundante colheita),

_ o crescimento dos preços dos meios de produção agrícola, sobretudo das máquinas e adubos, algumas vezes maior do que o crescimento dos preços de venda dos lembrados produtos agrícolas, o que, de certa maneira, neutralizava o crescimento dos rendimentos agrícolas a título de apoio orçamentário em forma de pagamentos suplementares diretos.

Comércio
Comércio interno

O processo de transformação econômica na Polônia trouxe rápidos efeitos na esfera de funcionamento do mercado interno, tanto no comércio atacadista como a varejo. Nos anos noventa, o número de lojas aumentou em mais do que o dobro. No final de 2003, o número total de pontos de venda a varejo era estimado em cerca de 845 mil, cerca de 450 mil lojas e perto de 10 mil estações de gasolina.

A rede mais densa de depósitos de venda por atacado está localizada nas regiões mais industrializadas, como Silésia, Mazówia e Grande Polônia (Wielkopolska). Em 2003, encontrava-se aí a maior parte do número total de cerca de 28,7 mil armazéns fechados, cerca de 2,7 mil apenas cobertos e perto de 4,9 em praças de armazenamento. O equipamento de informática é utilizado não só para registro das transações e trabalhos de escritório, mas sobretudo para acelerar o atendimento aos parceiros do mercado, incluindo o comércio eletrônico (e-commerce).

Essa tendência refere-se tanto a firmas estrangeiras como também a firmas polonesas atacadistas. Além disso, nos arredores de algumas cidades (entre outras, Varsóvia, Poznań, Lublin, Radom) funcionam bolsas de mercadorias agrárias.

Ao lado dos grupos de aquisição não formais atuam diversas formas de entendimentos institucionalizados de firmas atacadistas, que tomam principalmente a forma de integração organizacional e não de capital. A partir de 2000, no mercado de artigos de consumo estão funcionando três formas de entendimentos de caráter organizacional, que surgiram por iniciativa das empresas atacadistas:

_ grupos atacadistas de aquisição, que reúnem empresas de média e grande escala em boa etapa de prosperidade,
_ grupos retalhistas (varejistas) de aquisição, em cuja composição entra um atacadista que exerce o papel integrador e, agrupados em torno dele, um certo número de retalhistas,
_ cadeias atacadistas voluntárias, criadas o mais freqüentemente por algumas empresas atacadistas, bem como por um grupo de retalhistas numericamente diversificado relacionados com aquelas empresas,

A integração à base de capital nas condições polonesas baseou-se na fórmula do holding, que abarca uniões de compradores e produtores.

O valor da venda varejista total, juntamente com a venda a varejo nas firmas atacadistas e junto aos produtores, alcançou a quantia de PLN 400 bilhões (US$ 102 bilhões) em 2003, e em preços correntes aumentou 4% em comparação com o ano anterior.

A base da expansão da infra-estrutura do comércio foi o desenvolvimento da iniciativa privada ligado com a privatização das empresas estatais. Em 2003, a participação das firmas do setor privado no valor global da venda tanto por atacado como a retalho foi de cerca de 98%.

No setor privado de comércio, trabalhavam cerca de 1,1 milhão de pessoas, face a apenas cerca de 40 mil pessoas empregadas no setor público.

Importantes mudanças sofreu a estrutura comercial. Nos grandes centros urbanos, uma parte cada vez maior do mercado absorvem os super e hipermercados, criados com uma dominante participação do capital estrangeiro. Essas lojas - definidas também como centros comerciais.

O valor das trocas de mercadorias do comércio exterior da Polônia em 2004 foi de US$ 73,8 bilhões quanto à exportação e US$ 88,2 bilhões quanto à importação. Apesar da elevada dinâmica das trocas, registrada nas duas últimas décadas, a participação da Polônia na exportação mundial (0,7%), bem como o valor da exportação calculado por habitante (US$ 1,9 mil), continuam a ser inadequados em relação às necessidades e possibilidades.

A estrutura geográfica do comércio exterior polonês sofreu, na passagem dos anos oitenta e noventa, profunda transformação, relacionada com a reorientação para os mercados da Europa Ocidental. Em 2004, a exportação para os países desenvolvidos constituiu 85,3% da exportação ocupam posição de líderes em termos de preços e criam novo estilo de compras a varejo, utilizando a sua infra-estrutura (área de venda, estacionamentos de vários níveis), bem como sua organização de trabalho (oferta diversificada com acesso às prateleiras, longas horas de funcionamento no decorrer de toda a semana). Nos anos 1995-2003, o número de lojas com área de venda acima de 400 m² aumentou duas vezes, para cerca de 4.600. Nessa situação um número cada vez maior de pequenas e médias firmas comerciais privadas defrontam-se com a barreira da demanda.

Comércio exterior (trocas de mercadorias)
As transformações referentes à propriedade no contexto da economia polonesa acarretaram o crescimento da participação do setor privado também nas trocas de mercadorias do comércio exterior: na exportação de cerca de 5% em 1990 para 88,1% em 2004; na importação, respectivamente, de cerca de 15% para 91,7%.

A abertura da economia e o aumento de sua competitividade estimularam o crescimento das trocas de mercadorias do comércio exterior da Polônia. Nos anos 1994-2001, o volume da exportação cresceu a uma média anual de ao redor de 13%; um pouco superior foi a dinâmica da importação (14%). Nos últimos anos, o crescimento da exportação começou a ultrapassar o crescimento da importação. Em 2004, respectivos ritmos de crescimento do volume alcançaram 18,2% e 17,3%, enquanto no primeiro trimestre de 2005, o aumento do volume da exportação de 4,1%, em relação a correspondente período do ano anterior, foi acompanhado da queda de 0,5% do volume da importação. Isso influiu na melhoria do saldo da troca de mercadorias.



O valor das trocas de mercadorias do comércio exterior da Polônia em 2004 foi de US$ 73,8 bilhões quanto à exportação e US$ 88,2 bilhões quanto à importação. Apesar da elevada dinâmica das trocas, registrada nas duas últimas décadas, a participação da Polônia na exportação mundial (0,7%), bem como o valor da exportação calculado por habitante (US$ 1,9 mil), continuam a ser inadequados em relação às necessidades e possibilidades.

A estrutura geográfica do comércio exterior polonês sofreu, na passagem dos anos oitenta e noventa, profunda transformação, relacionada com a reorientação para os mercados da Europa Ocidental. Em 2004, a exportação para os países desenvolvidos constituiu 85,3% da exportação total da Polônia (sendo que para os países da União Européia - 79,2%), para os países da Europa Central e do Leste - 9,6%, enquanto para os países em desenvolvimento - 5,7%. Da mesma forma configurou-se a estrutura de importação. A participação dos países desenvolvidos foi de 75,9% (sendo que dos países da União Européia - 68,3%); dos países da Europa Central e de Leste - 9,9%; enquanto dos países em desenvolvimento - 14,2%.

O principal receptor das mercadorias polonesas em 2004 foi a Alemanha, e a seguir: Itália, França e Grã-Bretanha. Na importação, posição destacada ocupavam a Alemanha, Itália, Rússia e França. A estrutura geográfica detalhada das trocas do comércio exterior da Polônia é apresentada na tabela no 3 no capítulo X.

Os mais importantes grupos de mercadoria no contexto das trocas do comércio exterior polonês, em 2004, foram segundo a seção PCN: máquinas e equipamentos, aparelhagem elétrica e eletrotécnica (21,9% do valor da exportação total de mercadorias e 25,2% do valor da importação), meios de transporte (respectivamente, 17,3% e 13,7%), bem como metais e produtos (12,5% e 10,4%). Os dados sobre a estrutura de mercadorias das trocas do comércio exterior da Polônia estão inseridos na tabela no 4 no capítulo X.

A participação dos produtos de elevada técnica (segundo a lista da OCDE de 1995) nas trocas de mercadorias do comércio exterior da Polônia aumentou, no total, de 2,3% na exportação e 9,0% na importação em 1995, para - respectivamente - 2,6% e 9,5% em 2003.

A troca com valor agregado continua a ter significado essencial no comércio exterior da Polônia.
O valor da troca com valor agregado no primeiro trimestre de 2005 constituiu 12,2% da exportação e 8,0% da importação total. A maior participação de troca com valor agregado foi registrada na exportação de diversos produtos industriais - 22,2% (sendo que na exportação de vestuários e artigos para confecção - 68,9%, móveis - 11,2%); a seguir, na exportação de máquinas, aparelhagem e equipamento de transporte - 16,0% (sendo que na exportação de veículos ferroviários e aviões - 74,6%, de máquinas e aparelhagem para produção de energia - 11,2%). Na importação, a maior participação da exportação com valor agregado foi registrada no caso das mercadorias industriais classificadas segundo a matéria-prima - 14,0%, a seguir - máquinas, aparelhagem e equipamento para transporte 11,0%.

Papel fundamental nas trocas do comércio exterior da Polônia desempenham as sociedades com capital estrangeiro. Em 2003, a sua participação na exportação global era de cerca de 57%, enquanto na importação - cerca de 60%. As trocas comerciais das sociedades estão fortemente concentradas em alguns grupos de mercadorias. Em 2003, em três grupos de mercadorias incidia mais da metade do valor total de sua exportação e importação. Eram os seguintes: máquinas e equipamentos juntamente com aparelhagem elétrica e eletrotécnica, bem como equipamento de transporte (na exportação e importação), diversos produtos industriais finais (na exportação) e produtos da indústria química (na importação).

O processo da melhoria a longo prazo da competitividade estrutural da exportação baseiase na criação do predomínio dos fatores qualificativos sobre os de preço (incluindo os resultantes das mudanças dos câmbios monetários), característicos para mercadorias fracamente transformadas, bem como na melhoria da capacidade de inovação das empresas. A reestruturação da indústria polonesa traz claros efeitos. Um número cada vez maior de produtos industriais produzidos na Polônia correspondem já aos padrões internacionais, o que gradualmente aumenta sua competitividade tanto nos mercados estrangeiros como também no mercado nacional face aos produtos importados.

A configuração da sociedade informativa e o desenvolvimento da economia baseada no conhecimento deverão se constituir, nos próximos anos, em fatores essenciais do crescimento das trocas do comércio estrangeiro polonês, incluindo da exportação dos produtos de elevada técnica, sobretudo durante a realização da modificada Estratégia de Lisboa - nas condições de apoio do crescimento econômico e do emprego, mas também do processo de inovação. Papel decisivo nesses processos podem jogar as grandes firmas com participação de capital estrangeiro; existem também exemplos de efetiva atividade das firmas pequenas e médias com capacidade de inovação.

Serviços de transporte
A localização central da Polônia na Europa faz com que o transporte, sobretudo terrestre, desempenhe um papel particularmente importante. Pela Polônia passam as ligações centrais de transporte da Europa Ocidental para o Leste, que integram as redes de transporte da União Européia com a Rússia, Belarus e Ucrânia, como também com outros Estados da Comunidade dos Estados Independentes.

Um significado cada vez maior têm as ligações de transporte que passam pela Polônia, no sentido norte-sul, e que ligam os portos do Báltico com os países da Europa Meridional. O setor de serviços de transporte na Polônia é importante área de criação de postos de trabalho e fonte de consideráveis lucros para as firmas de transporte.

As receitas provenientes da venda de serviços de transporte e do setor de armazenamento abrangem os ganhos com transportes de passageiros, cargas, bagagem, de correio, embarque e desembarque de cargas (baldeação de cargas), expedições, concentração e armazenamento de cargas, bem como outros serviços relacionados com o funcionamento do transporte, como também receitas procedentes das atividades das agências de viagem, dos guias de excursões, publicações turísticas.

Em 2003, o valor das receitas provenientes da venda de serviços de transporte e do setor de armazenamento atingiu a quantia de PLN 71,6 bilhões (US$ 19,6 bilhões), sendo que a participação do setor público foi de cerca de 36,0%, e do privado - ao redor de 64,0%. Estima-se que em 2004 o valor da venda dos serviços de transporte de cargas (em preços fixos) cresceu mais de 1%, em relação a 2003; contudo, o valor dos serviços realizados pelas empresas do setor público diminuiu 10%, e do privado aumentou cerca de 8%.

a - Os dados referem-se ao transporte rodoviário profissional, abarcando as empresas, nas quais a prestação de serviços de transporte rodoviário constitui a atividade econômica básica. Além disso, foi incluído o transporte rodoviário para fins econômicos (estimados em 2003 em 636 milhões de toneladas) - para necessidades próprias - que envolvem empresas que possuem transporte rodoviário, cuja atividade básica é outra que a prestação de serviços de transporte rodoviário propriamente dito (por exemplo, firma industrial, de construção ou comercial).

Em 2003, mais da metade das cargas na Polônia foram transportadas por meios rodoviários, enquanto a terça parte por transporte ferroviário. Essas participações comprovam o significado básico dos transportes rodoviário e ferroviário no transporte de mercadorias.

Na Polônia, o significado do transporte rodoviário no movimento de passageiros é ainda maior do que nos transportes de mercadorias. Importante papel continuam a desempenhar os transportes de passageiros por trem, sendo que as mudanças relativas à propriedade e legislativas possibilitam o desenvolvimento das empresas que operam no setor de transporte, tanto de mercadorias como de passageiros, sobretudo nas conexões regionais. O transporte aéreo concentra-se nos transportes de passageiros no tráfego internacional, sendo que a ampliação das atividades das linhas aéreas privadas, baratas, pode aumentar sua participação nos transportes internacionais e locais.

Os portos marítimos poloneses baldearam, em 2003, perto de 52 milhões de toneladas de mercadorias. Predominavam as cargas maciças: carvão e coque, petróleo, cereais e minérios de metal, com participação conjunta de 54,7%; a parte restante era constituída por cargas miúdas e diversas outras mercadorias. No entanto, em 2003, o primeiro lugar quanto ao volume de baldeações, como grupo avulso de mercadorias ocuparam as cargas miúdas, a granel (27,8%), e não - como nos anos anteriores - o carvão e o coque. As baldeações se concentravam nos portos de Gdańsk (40,9% do seu volume total), e, sucessivamente, nos seguintes portos: Gdynia (18,5%), Świnoujście (17,2%) e Szczecin (16,2%), como também em Police e Kołobrzeg (juntos - 7,2%).

A estrutura dos transportes de mercadorias segundo o tipo de transporte era diferenciada, na exportação e na importação2. Na exportação polonesa dominava o transporte marítimo (em 2003 constituía cerca de 40% do volume dos transportes de cargas); a seguir: ferroviário (cerca de 31%) e rodoviário (cerca de 27%). As mercadorias importadas chegavam à Polônia, principalmente, através do transporte ferroviário (cerca de 38%) e, também, rodoviário (cerca de 35%) e marítimo (cerca de 27%).

Turismo
A Polônia é um país atraente do ponto de vista turístico. Os visitantes estrangeiros visitam a Polônia sobretudo:

_ pela riqueza e diversidade da paisagem, incluindo parques nacionais e paisagísticos únicos, com grandes áreas de natureza virgem, não poluídas,
_ pela excepcional herança cultural-histórica e suas diversas manifestações:
- religiosas e espirituais, particularmente relacionadas com o pontificado de João Paulo II,
- referentes às relíquias da cultura material, que durante séculos formaram-se pelo contato de diferentes culturas,
- relacionadas com os costumes e tradições locais, não só completamente originais, mas também marcadas pela integração de culturas diversas; esses aspectos específicos, perceptíveis frequentemente na vida diária das regiões, são também, nos últimos anos, cada vez mais acentuados por inúmeros e excepcionalmente interessantes eventos artísticos,
_ pela excelente cozinha, tanto a puramente nativa, como também pela utilização cada vez mais corajosa e adequada da riqueza dos paladares internacionais.

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2 Sem o transporte de petróleo e de produtos petrolíferos, bem como de gás natural e de outros
hidrocarbonetos gasosos.

As pessoas que chegam a Polônia encontram à disposição uma boa base de alojamentos e uma boa infra-estrutura comercial e gastronômica, que não se distanciam pelo seu nível da média européia. Os preços na Polônia continuam a ser - ainda - inferiores face aos preços em vigor em muitos países da Europa. A plena abertura das fronteiras, a partir da entrada da Polônia na UE, em 01 de maio de 2004, facilitou a passagem de suas fronteiras pelos turistas
dos demais Estados membros da União Européia, o que veio se expressar na intensificação do movimento turístico.


As receitas relacionadas com o movimento turístico de estrangeiros na Polônia torna-se uma fonte cada vez mais considerável de entrada de divisas no país, sendo que a atividade no setor turístico constitui, ao mesmo tempo, importante fator estimulador da conjuntura econômica.

As agências de turismo que atuam no mercado polonês podem contar não apenas com os lucros relacionados com o atendimento de turistas estrangeiros. Importante segmento do mercado são as viagens locais e internacionais dos habitantes do país. Em 2004, essas viagens somaram-se a cerca de 46 milhões (sendo mais de 6 milhões referentes a viagens internacionais). E embora nos últimos anos registramos uma queda da dinâmica turística dos habitantes da Polônia (considera-se que a maior parte do número de viagens acima mencionado ocorre fora do âmbito de atuação das firmas turísticas), sem dúvida alguma esse é um segmento essencial do mercado turístico, e mais - com decididas perspectivas de crescimento no futuro.

Bancos e serviços financeiros
No dia 29 de agosto de 1997, o Sejm (Parlamento) da República da Polônia aprovou a nova lei sobre o Banco Nacional Polonês (Diário de Leis de 2005, número 1, pos. 2), bem como a lei - Lei Bancária (Diário de Leis de 2002, número 72, pos. 665). Ambas as leis, juntamente com as emendas, definem o presente perfil de todo o sistema bancário, assim como a estrutura e o domínio das funções do banco central polonês; são, ao mesmo tempo, completamente convergentes com a legislação da União Européia que regula essa esfera da atividade econômica.

A partir de 01 de maio de 2004, de acordo com a lei emendada "Lei Bancária", as agências dos bancos estrangeiros que têm sua sede nos países membros da UE, são tratadas como agências de instituições de crédito. Isso significa que a Comissão de Supervisão Bancária exerce sobre as mesmas controle unicamente no campo da manutenção da fluidez de pagamento. Outros dispositivos poloneses que regulam a atividade dos bancos poloneses não encontram
aplicação.

Ambas as leis bancárias criaram os contornos jurídicos da reforma - iniciada em 1990 - do sistema de finanças do Estado, possibilitaram a adoção por parte do sistema bancário polonês dos padrões mundiais e permitiram a sua integração com o mercado financeiro internacional. Completamente autônomo, o Banco Nacional Polonês, visando a manter o nível estável dos preços, com o simultâneo apoio à política econômica do Governo:

_ realiza a política monetária estabelecida pelo Conselho de Política Monetária, em cuja composição entram: o Presidente do Banco Nacional da Polônia, bem como nove membros designados, em igual número, pelo Presidente da RP, Parlamento e Senado,
_ cria as condições institucionais para o garante do nível indispensável de segurança financeira e a estabilidade do setor bancário,
_ define os princípios e os mecanismos que asseguram a fluidez das regulações monetárias na economia.

Ao mesmo tempo, o BNP como banco central preenche três funções básicas:
_ de banco central do Estado (atendimento bancário do orçamento do Estado, condução da economia através das reservas em divisas),
_ de banco de emissão (emissão de dinheiro vivo, organização de sua circulação e regulação da quantidade de dinheiro),
_ de banco dos bancos(organização do sistema de regulações de contas, refinanciamento de bancos e gestão do crédito, supervisão da rede de bancos comerciais).

Mercado bancário
A Polônia, ao aderir em 2004 à UE, possuía um setor bancário plenamente integrado com o mercado financeiro internacional, mercado de fundos de investimentos e de aposentadoria, bem como mercado de seguros. Observa-se igualmente um crescente processo de concentração do capital.

Os processos de consolidação fizeram com que o número de bancos comerciais na Polônia diminuíssem, no final de 2004, para 57, de 77 em 1999 e 82 em 1994.

Num total de 57 bancos, os investidores estrangeiros controlam 44 bancos. O capital aportado por esses investidores ao setor bancário polonês, no final de setembro de 2004, constituía o equivalente a PLN 7,5 bilhões (63,3% do capital inicial), do que PLN 3,4 bilhões correspondem ao capital de 24 bancos com 100% de participação de capital estrangeiro;
a quantia de PLN 3,9 bilhões constitui o valor nominal de pacotes maioritários de ações em 20 bancos; contudo, em 7 bancos comerciais com predominância de capital privado, controlados por capital polonês, os investidores estrangeiros possuíam ações, cujo valor alcançava a soma de PLN 0,3 bilhão. O Tesouro do Estado controlava diretamente 6 bancos, incluindo o Banco da Economia Nacional como o único possuidor de status de banco estatal. Em abril de 2001, a Caixa Econômica Pública Banco Estatal foi transformada em sociedade de ações e mudou o nome para PKO Bank Polski S.A. (Caixa Econômica Pública Banco Polonês S.A.).

Em novembro de 2004 foi privatizado. Além dos bancos comerciais, os mercados locais eram atendidos por 596 bancos cooperativos, com capital inicial que somava PLN 0,5 bilhão. Os clientes dispunham para atendimento de 8,5 mil repartições dos bancos comerciais e 3,3 mil dos bancos cooperativos.

No setor bancário polonês investiram, em ordem decrescente, instituições alemães, americanas, belgas e holandesas, respectivamente: PLN 1,4 bilhão, PLN 1,2 bilhão, PLN 1,2 bilhão e PLN 0,7 bilhão. O engajamento de agentes da Irlanda ultrapassou a soma de PLN 0,5 bilhão, enquanto da França, Suécia, Portugal e Áustria - PLN 0,4 bilhão cada um.

A participação dos fundos e ativos líquidos dos 44 bancos em funcionamento, com predominância de capital estrangeiro, nos fundos e ativos de todo o setor bancário alcançava, no final de setembro de 2004, respectivamente, 75% e 67%. Esses bancos reuniam 62,6% dos depósitos do setor não-financeiro e concederam 68% dos créditos.

Os bancos poloneses, em sua maioria, atuam como instituições universais, oferecendo uma lista rica de serviços, tanto para clientes corporativos como individuais. Parte deles atua também nos mercados de capital, enquanto as casas bancárias de corretagem, diferenciadas quanto aos aspectos financeiro e organizacional de suas instituições matrizes, dominaram o mercado de títulos de valores. Alguns dos bancos desenvolvem com sucesso a atividade bancária de investimento, oferecendo, por exemplo, serviços de assessoria, garantia de emissão de ações e obrigações. Cresce o significado dos bancos hipotecários. A maior parte dos grandes bancos e um número cada vez maior dos menores, incluindo os cooperativos, oferece a seus clientes serviços através da Internet. Três deles (BRE Bank S.A., PKO Bank Polski S.A. e Volkswagen Bank Polska) administram os chamados bancos virtuais, que prestam todos os seus serviços através da Internet.

Os bancos na Polônia oferecem a seus clientes todos os tipos de cartões de crédito. Até o fim de 2004, foram emitidos quase 16,5 milhões de cartões de crédito. Na Bolsa de Valores de Varsóvia estavam cotados, até final de 2004, 14 bancos e sua participação na capitalização da Bolsa era de 55% (do que 12,6% pertenciam ao PKO Bank Polski S.A., cotado na bolsa a partir de novembro de 2004).

Mercados financeiros
O desenvolvimento dinâmico dos mercados financeiros na Polônia tornou-se importante fator de estímulo ao crescimento econômico do país. Aos elementos básicos do mercado financeiro polonês pertencem:

_ mercado de debêntures,
_ mercado de dinheiro,
_ mercado de capital regulado (Bolsa de Valores de Varsóvia),
_ mercado além da bolsa.

O mercado de debêntures na Polônia é dominado pelas frequentes emissões de instrumentos de todo tipo efetuadas pelo governo polonês. Ao mesmo tempo, aumenta seguidamente o valor das emissões de debêntures das empresas (commercial papers). Os intermediários participantes desse mercado - os bancos, organizam para os emitentes o processo de capitação de capital diretamente do mercado monetário, enquanto aos investidores possibilitam investimentos lucrativos de capital. Merecem atenção também as emissões comunais que adquirem um significado cada vez maior. Atraente segmento do mercado de debêntures na Polônia passou a ser o mercado de obrigações nacionais e euro-obrigações.

O mercado monetário é o seguinte mercado, no qual atuam tanto o capital bancário polonês como estrangeiro. Nesse mercado são oferecidas obrigações do tesouro emitadas pelo Banco Nacional da Polônia, certificados de depósito emitidos pelos bancos locais, bem como debêntures de curto prazo, emitidos por grandes sociedades.

O elemento mais importante do mercado secundário na Polônia é a Bolsa de Valores de Varsóvia, incluída entre as instituições desse tipo no mundo que apresentam a maior dinâmica de desenvolvimento. Tem uma longa tradição, pois continua a atividade da primeira bolsa polonesa aberta em Varsóvia em 1817. Na bolsa, que foi reativada em 12.04.1991, estão, presentemente, cotadas 237 sociedades (face a somente 9 sociedade em 1991). A capitalização média da bolsa no final de 2004 era de PLN 214,3 bilhões (PLN 0,1 bilhão em 1991), enquanto o valor mercantil médio da sociedade - PLN 904 milhões (PLN 11 milhões em 1991). Em relação a 2003, ocorreu um crescimento de 28% de capitalização da bolsa e um crescimento de 10% do valor mercantil médio das sociedades cotadas. Contudo, em relação a 2002, o valor de mercado das ações cresceu quase 200%, enquanto o valor médio das sociedades aumentou cerca de 80%.

Na bolsa, além das ações e obrigações do tesouro são cotadas também ações dos Fundos Nacionais de Investimento. Em janeiro de 1998, foi posto em funcionamento o mercado de instrumentos derivados; em março de 1998, foram introduzidos nas transações da bolsa os warranty; em setembro de 1998, tiveram início as transações de contratos de prazo fixo para o câmbio do dólar americano. Em 2000, foram iniciadas as cotações das obrigações corporativas e criado o Segmento de Tecnologias Inovadoras, destinado (independentemente do mercado de cotações) às sociedades incluídas no setor de telecomunicação-informática; foi também colocado em funcionamento o Mercado de Títulos do Tesouro, destinado aos grandes investidores institucionais, bem como introduzidos entre as transações da bolsa os contratos de prazo para ações das sociedades. A partir de fevereiro de 2005, podem ser concluídos contratos de prazo
fixo para obrigações, e, a partir do terceiro trimestre de 2005, poder-se-á adquirir opções para ações.

A partir de 2000, na Internet os distribuidores de serviços de bolsa acessaram as cotações na Bolsa de Valores de Varsóvia em tempo real. A BVV, que tem se desenvolvido dinamicamente, obteve em 1999 o status de membro associado da Federação das Bolsas de Valores Européias.

O valor das transações efetuadas na bolsa atingiu, em 2004, mais de PLN 260 bilhões, do que 49% constituíram transações no mercado de ações, 3% no mercado de obrigações e 48% no mercado de contratos com prazo fixo.

Seguros
Conforme o estado de 31 de dezembro de 2004, permissão do Ministro das Finanças para desenvolvimento de atividades no setor de seguros na Polônia possuíam 71 firmas de seguro, do que 68 atuantes, sendo:

_ 32 firmas de seguro de vida (seção I); a cotização elaborada dessas firmas, no final de 2004, era de PLN 12,4 bilhões, enquanto as indenizações e prestações pagas - PLN 6,1 bilhões,
_ 36 firmas no domínio dos demais seguros de pessoas e bens (seção II); a cotização elaborada dessas firmas, no final de 2004, era de PLN 11,7 bilhões, enquanto as indenizações e prestações pagas - PLN 7,6 bilhões.



Segundo a situação de 31 de dezembro de 2004, os agentes estrangeiros engajaram nas firmas de seguro de vida o total de PLN 1,52 bilhão, o que se expressava com a participação no capital básico da Seção I no nível de 70,3% (em 31.12.1999 - PLN 520,1 milhões, o que constituía 46,6% do capital básico da I Seção).

A participação direta do capital estrangeiro no capital básico das firmas dos demais seguros pessoais e patrimoniais, segundo a situação de 31 de dezembro de 2004, era de 73,6, o que constituía a quantia de PLN 1,83 bilhões. No final de 1999, o valor do capital estrangeiro investido nessa seção era igual a PLN 697,2 milhões (o que constituía 53,2% do capital básico da II Seção).

O número de firmas de seguro com participação de capital estrangeiro, no final de 2004, era de 54 (28 na I Seção e 26 na II Seção), sendo que com predominante participação de capital estrangeiro - 46 firmas (24 na I Seção e 22 na II Seção).

Em resultado da reforma de seguros sociais implementada na Polônia, a partir de 1999 iniciaram suas atividades os fundos abertos de aposentadoria (FAA). Os acionistas desses agentes são principalmente firmas de seguro e bancos, sendo que a participação de capital estrangeiro no capital acionário das sociedades é de cerca de 80%. No final de 2004, os FAA conduziam 11,98 milhões de contas, sendo que a quantia das cotas pagas a partir de 1999, juntamente com os juros, era de PLN 49,9 bilhões. Quanto à participação das diversas sociedades no mercado, merece atenção a posição dos dois maiores fundos abertos de aposentadoria, que se encontram sob o controle do capital estrangeiro: Commercial Union BPH CU WBK (28,5% das cotas) e Nationale Nederlanden Polska (21,4% das cotas).

 
Câmara Nacional de Comércio e Indústria Brasil - Polônia