Mercado
de trabalho
A sociedade polonesa é relativamente
jovem, embora nos últimos anos sua estrutura etária
gradualmente tende a se agravar, por causa do crescimento
natural negativo. Em 2004, as pessoas em idade produtiva e
pré-produtiva constituíam 84,8% da população
do país, enquanto a população em idade
produtiva - 65,3%. O grupo de pessoas em idade produtiva caracterizase
por elevada dinâmica de crescimento, sendo que o número
crescente - nos últimos anos - de pessoas incluídas
nesse grupo seja conseqüência da alta demográfica
do início dos anos oitenta. Desde o início do
período das transformações, o número
de pessoas em idade produtiva aumentou em mais de 2 milhões
e no final de 2003 ultrapassou 24 milhões.
Relativamente boa é igualmente a instrução
e as qualificações dos poloneses, o que é
atestado pela elevada (cerca de 50%) porcentagem de pessoas
em idade produtiva, que possuem formação superior,
pós-média (cursos de dois anos), média
de formação geral ou profissional. Os dados
dos últimos anos indicam sobretudo um forte crescimento
do número de estudantes das escolas superiores.
Em 2004 ocorreu uma clara melhoria no mercado
de trabalho na Polônia, para o que contribuiu a dinamização
da economia, como também a possibilidade de empreendimento
de trabalho em alguns países da União Européia.
Registrou-se um crescimento do número de pessoas profissionalmente
ativas e de pessoas que trabalham.
No final de 2004, na Polônia havia
31.196 mil pessoas profissionalmente ativas (na idade de 15
anos e acima), perto de 190 mil mais do que no ano anterior,
o que constituia 81,7% do total da população
do país. O número de pessoas empregadas na economia
nacional atingia 14.058 mil pessoas, o que significava um
crescimento de mais de 300 mil, em comparação
com 2003, e constituía cerca de 45% da população
em idade de atividade econômica (juntamente com aposentados
e pensionistas). O maior crescimento do emprego observou-se
nos setores da prestação de serviços
imobiliários e de firmas, hotéis e restaurantes,
comércio e reparações, bem como no setor
da indústria de transformação. Esse crescimento
referiu-se tanto a mulheres como a homens.
Dentre as pessoas que trabalham predominam
os assalariados (73% do total dos que trabalhavam em 2004).
Os empregadores e pessoas que trabalham por conta própria
constituem 21% da população que trabalha. O
maior número de pessoas está empregado no setor
de serviços (53%), vindo a seguir: na indústria
- perto de 29%, e na agricultura - ao redor de 18%.
No número global dos que trabalham
fora da agricultura privada e das unidades orçamentárias
que desenvolvem atividade no campo da defesa nacional e da
segurança pública (um total 41 de 10.323 mil
de pessoas no final de 2003), dominam os empregados na indústria
(27,8%), no comércio e setor de reparações
(19,4%), de educação (9,5%), de prestação
de serviços no setor de imóveis (9%), de transporte,
setor de armazenamento e comunicação, bem como
da defesa da saúde e assistência social (cada
setor 6,8%).
Aumenta gradualmente o número de pessoas
que trabalham em tempo não-integral e por tempo indeterminado.
Em 2004, a remuneração média mensal bruto
atingiu PLN 2.201, o que significava crescimento de 4,8%,
em comparação com 2003. A mais elevada remuneração
média foi registrada nos setores de intermediação
financeira, na mineração e extração,
no setor de produção e abastecimento em energia
elétrica, gás e água, bem como no transporte
e comunicação.
No mercado polonês de trabalho apresenta-se
um elevado desemprego, no nível de 19,1%, em 2004,
embora a partir de 2003 indique tendência decrescente.
O nível de desemprego é mais baixo entre os
homens (16,7%) do que entre as mulheres (19,5%). No final
de 2004, na Polônia havia 3.081 mil pessoas desempregadas,
das quais a metade era constituída por pessoas jovens
(na faixa etária até 34 anos). Taxa de desemprego
particularmente elevada apresenta-se também entre as
pessoas de baixas qualificações profissionais.
Presentemente, cerca de 2/3 dos desempregados constituem pessoas
com instrução básica profissional, ginasial,
primária e primária incompleta.
Mantém-se uma diversificação
territorial muito grande do nível de desemprego. No
final de 2004, a taxa de desemprego mais alta foi registrada
nas seguintes voivodias (províncias):
Warmia-Mazúria (29,2%), Pomerânia
Ocidental (27,4%), Lubin (25,8%) e Kujawy-Pomerânia
(23,5%). Por sua vez, a mais baixa taxa de desemprego foi
anotada nas voivodias de Mazówia e Malopolska (Pequena
Polônia) - em cada uma 15%, de Podlaska (15,9%) e da
Wielkopolska (Grande Polônia) - 16,2%. As diferenças
interregionais no período abordado resultam da diferenciação
do nível de desenvolvimento sócio-econômico
das diversas províncias, como também do grau
de adiantamento dos processos de reestruturação
e privatização.
O traço específico do mercado
de trabalho polonês é o número relativamente
elevado de aposentados e pensionistas jovens (cerca de 24%
de toda a população), dos quais parte trabalha
em tempo não integral. Em 2004, a aposentadoria média
do sistema de seguros sociais extraagrário atingia
PLN 1.289 bruto, de pensão a título de invalidez
- PLN 898 bruto, enquanto da pensão de família
- PLN 1.090 bruto.
Apesar de certas mudanças positivas,
a situação no mercado de trabalho polonês
continua difícil. Observa-se nesse aspecto uma série
de problemas de caráter estrutural, os quais em grande
medida são consequência dos processos acelerados
de adaptação e das reformas econômicas
do período de transformações.
As reformas do mercado de trabalho implementadas
na Polônia estão em conformidade com os rumos
postulados pela União Européia, incluindo os
definidos na estratégia de Lisboa, e acarretam a elevação
da taxa de emprego (em particular das mulheres e das pessoas
mais idosas), a melhoria da produtividade e da qualidade do
trabalho, bem como o aumento da coesão social.
Um significado cada vez maior adquire a ativa
política do mercado de trabalho, que abrange, entre
outras coisas, a reciclagem para pessoas desempregadas e instrução
profissional, ajuda na busca de trabalho, trabalhos de intervenção
(obras públicas, por exemplo), trabalhos organizados
por órgãos públicos, concessão
de empréstimos para desenvolvimento de atividade econômica
por conta própria, dinamização profissional
dos que terminam estudos, criação de postos
de trabalho adicionais para desempregados. Em 2003, em formas
ativas de combate ao desemprego foram gastos pelo orçamento
do Estado PLN 1.406,6 milhões, sendo a maior parte
dirigida à dinamização profissional dos
que terminaram estudos (cerca de 35% dos recursos) e dos trabalhos
públicos (21%). Além disso, a partir de recursos
orçamentários, os empregadores que venham empregar
funcionários jovens com base em contratos de trabalho,
com o fito de preparação profissional, podem
receber a devolução dos custos despendidos com
esses empregados em forma de remuneração e taxas
de seguros sociais.
Entre os programas realizados no âmbito da agilização
da política de mercado de trabalho temos de incluir
os seguintes: "Primeiro trabalho"(criação
de postos de trabalho subsidiados para pessoas jovens que
estão entrando no mercado) e "Sobretudo iniciativa"
(soluções que possibilitam a diminuição
dos custos de emprego de novos funcionários). Em 2004,
perto de 200 mil pessoas empreenderam trabalho subsidiado,
para reciclagem - 127,8 mil pessoas, para trabalhos de intervenção
- 93,9 mil, enquanto para trabalhos públicos - 75,8
mil.
As ações do governo visando
ao aumento do emprego referem-se igualmente à criação
de facilidades na condução de atividade econômica
por parte de empregadores, sendo que essas se concentram no
aumento da elasticidade da lei trabalhista, simplificação
dos procederes administrativos relacionados com o registro
da atividade econômica e a forma de obtenção
das permissões e licenças, como também
no aumento da transparência das regulações
jurídicas em vigor.
Além disso, as atuações
levadas a cabo em favor da melhoria da situação
no mercado de trabalho abrangem: continuação
da reforma do sistema educacional e de treinamento profissional,
visando à elevação do nível da
instrução geral e da melhor adaptação
das qualificações aos requisitos do mercado
de trabalho, desenvolvimento da formação permanente,
bem como coordenação do sistema fiscal e das
prestações sociais, para constituição
de incentivo à criação de postos de trabalho
e assunção de emprego por pessoas desempregadas
e não ativas profissionalmente.
As políticas ativas do mercado de
trabalho, como igualmente o combate à exclusão
social, o desenvolvimento da formação permanente,
o aperfeiçoamento dos quadros e o desenvolvimento do
espírito de iniciativa, bem como a dinamização
profissional das mulheres, são em particular realizadas
com o apoio do Fundo Social Europeu, que constitui um dos
fundos estruturais da UE.
Recursos naturais
A Polônia possui ricas reservas de matérias-primas
minerais; pertence ao grupo de produtores e exportadores líderes,
a nível mundial, de carvão-de-pedra (hulha),
enxofre, cobre e prata.
No território da Polônia, estão
localizadas também importantes reservas de zinco, chumbo,
gás natural, sal e outros minerais.
Matérias-primas energéticas. Balanço
de combustível energético
A exploração das jazidas de carvão constitui
a base do abastecimento do país em energia e é
importante fonte do fluxo de divisas. A Polônia é
o maior produtor e exportador de carvão de pedra na
Europa (com exceção da Rússia), como
também considerado produtor de linhito. As reservas
de hulha geologicamente documentadas, avaliadas em 43,1 bilhões
de toneladas, são exploradas principalmente na região
da Silésia, como também na região de
Lublin.
O linhito, cujas reservas documentadas são
de 13,7 bilhões de toneladas, é extraído
em minas abertas nas partes central e sudoeste da Polônia.
O volume das reservas presentemente exploradas corresponde
a uma extração de 155 anos de carvão-de-pedra
e 30 anos de linhito. As importantes reservas e a extração
de carvão asseguram à Polônia elevado
grau de autosuficiência energética. O carvão
fornece 65% da energia primária consumida no país
e é fonte da produção de 96% de energia
elétrica. A reestruturação da mineração
de carvão e a necessidade da diversificação
da estrutura de abastecimento em energia fazem, contudo, que
cada vez mais importante se tornem os combustíveis
líquidos e de gás no sistema energético
do país.
As reservas na exploração do
gás natural na Polônia são de 130 bilhões
de m³, o que corresponde a 24 anos de extração
segundo o presente nível. A sua exploração
cobre mais de 1/3 da demanda do país para esse combustível.
Contudo, as reservas e a extração do petróleo
são pequenas e quase toda a transformação
baseia-se em matéria-prima importada.
O único exportador de gás e
principal fornecedor de petróleo à Polônia
tem sido tradicionalmente a ex-União Soviética.
Nos anos noventa, foram aumentadas, significativamente, as
possibilidades de diversificação das fontes
de importação de petróleo. Com esse fim
foi expandido o terminal petrolífero no porto de Gdańsk.
Decididamente, o maior fornecedor de gás à Polônia
permanece a Rússia. Desse país adquirimos, presentemente,
6,5-7,0 bilhões de m³ de gás, por ano,
o que corresponde mais ou menos à metade do consumo
nacional. Parte do gás russo é fornecido pela
primeira linha do gasoduto de Jamal, que da Rússia
corre pela Belarus e Polônia, até a Alemanha.
A Polônia procura, de maneira gradual,
diversificar igualmente as aquisições de gás.
Quantidade significativa de gás importamos da Ucrânia,
Noruega e Alemanha, e menos do Uzbequistão.
Com a Noruega foi assinado o chamado pequeno
contrato. A partir de 2001, a quantidade de gás importada
da Noruega, através dos gasodutos alemães, alcançará
500 milhões de m³, por ano. Igual quantidade é
importada da Alemanha. Da Ucrânia compramos gás
nos quadros de acordos de curto prazo. Está sendo considerada
também a possibilidade da construção
do gasoduto Bernau-Szczecin, que ligaria a Polônia com
o sistema de gás da Europa Ocidental.
No final de 2004, a Comissão Européia
e as autoridades da Rússia acordaram que será
construída a segunda linha - correndo em trânsito
pela Polônia - do gasoduto de Jamal Rússia-Europa
Ocidental. No entanto, não há ainda certeza
se esse investimento será realizado. Se esse projeto
se materializar, a posição da Polônia
como país de trânsito no transporte de gás
da Rússia cresceria de maneira decidida.
Metais
As reservas de cobre em exploração na Polônia,
que alcançam 1,42 bilhão de toneladas, bastam
para 47 anos, se mantido o atual nível de extração.
O cobre é extraído na Baixa Silésia numa
profundidade de até 1.200 m. Os minérios de
cobre na Polônia contém grande quantidade de
prata, o que aumenta a rentabilidade da exploração.
A mineração do cobre na Polônia é
relativamente jovem, seu desenvolvimento data do final dos
anos sessenta do século passado.
A Polônia é o nono produtor
de cobre de mineração no mundo e primeiro na
Europa (excluindo a Rússia). É também
o quinto no mundo e o primeiro na Europa produtor de prata.
A maior parte do cobre e da prata produzida é exportada,
sobretudo para os mercados dos países da União
Européia. Efeito da reestruturação e
modernização do ramo, levada a cabo nos últimos
anos, é a redução dos custos de produção
e a melhoria da competitividade no mercado internacional.
Em 1997, iniciou-se a privatização da indústria
polonesa de cobre. Nas ofertas públicas foram vendidos
aos investidores nacionais e estrangeiros 36% das ações
da sociedade KGHM Cobre Polonês S.A. - o único
produtor de cobre na Polônia. A KGHM pertence à
liderança dos exportadores poloneses, em geral, e é
uma das maiores firmas no país. Essa empresa - seguidamente
controlada pelo Estado - efetuou significativos investimentos
no setor de telecomunicação e é um dos
acionistas principais da Polkometl - uma das três operadoras
de telefones celulares na Polônia. Vale adicionar que
o ano de 2004 foi um período muito bom para a KGHM.
Os preços elevados de cobre no mercado mundial fizeram
com que a produção desse metal fosse a maior
na história dessa sociedade, enquanto o lucro líquido
tenha dobrado em relação a 2003, alcançando
a quantia de PLN 1,4 bilhão.
As jazidas de minérios de zinco e chumbo encontram-se
na região da Silésia-Cracóvia. A presente
extração dos minérios de zinco não
é suficiente para as necessidades da siderurgia. Parte
da demanda é coberta pela importação
de concentrados. Por sua vez, parte da produção
siderúrgica do zinco e, em menor grau, também
de chumbo, é dirigida para a exportação.
Bens de produção
O valor total bruto dos bens duráveis de produção
na Polônia, segundo os preços correntes registrados,
alcançava, no final de 2003, PLN 1.675,3 bilhões,
isto é, cerca de US$ 445,5 bilhões, do que 56,6%
eram propriedade do setor privado. Nos prédios e nas
construções incidiam 66,4%, máquinas
e equipamentos - 26,5%, e meios de transporte - 6,1%, do valor
total dos meios duráveis. Mais de 73% dos bens duráveis
estavam concentrados em três setores da economia: na
indústria - 31,8%, sendo na indústria de transformação
- 16,8%; nos serviços ligados a imóveis e firmas
- 22,9% , sendo em forma de prédios de moradia - 21,4%;
no transporte e comunicações - 18,7%.
Os bens produtivos da indústria de
transformação compunham-se, sobretudo, de meios
engajados nos seguintes ramos: da produção de
artigos alimentícios e bebidas - 17,6%; produção
de produtos químicos - 10,7%; nas indústrias
de minérios e veículos - 8,6% cada uma; na produção
de coque e artigos oriundos da refinação de
petróleo - 6,5%; produção de metais -
6%; produção de máquinas e equipamentos
- 5,8%; produção de artigos de borracha e plásticos
- 5,6%. Os principais componentes dos bens da indústria
de transformação eram máquinas e equipamentos
- 60,2%, edifícios e construções - 34,9%.
Os bens de produção na Polônia
estão em alto grau descapitalizados. No final de 2003,
o grau de seu desgaste na economia era em média de
45,8%. Na indústria, a descapitalização
dos bens de produção atingia mais ou menos 50,8%,
sendo que na produção e abastecimento em energia,
gás e água - 54,4%; na mineração
e extração - 53,5%, e na indústria de
transformação - 47,7%. Nesse último ramo,
esse indicador era relativamente alto (acima de 55%) nos seguintes
setores: na produção do demais equipamento de
transporte (isto é, principalmente de navios), no setor
têxtil, na produção de máquinas
e equipamentos, de coque e produtos da refinação
de petróleo, bem como na produção de
artigos químicos. Contudo, relativamente favorável
(abaixo de 40%), esse indicador configurou-se em tais setores
como da produção de máquinas para escritório
e computadores, produção de veículos
mecânicos, produção de móveis,
produtos à base de tabaco e reciclagem de resíduos.
O grau de desgaste dos diversos componentes dos bens de produção
da economia polonesa é diversificado. No final de 2003,
a descapitalização no campo das máquinas
e equipamentos era de 60,6%, dos meios de transporte - 53,3%,
dos edifícios e construções - 38,6%.
Desgaste muito elevado de máquinas e equipamentos se
apresentava na agricultura e setor florestal - 81%; claramente
menor, mas também significativo, se apresentava na
indústria - 60,7% e na pesca - na 59,6%. No entando,
esse indicador era moderado nos hotéis e restaurantes
- 48,9%, no comércio e no setor de reparações
- 52,6%, bem como no transporte e comunicações
- 54,2%. Na indústria, o indicador de desgaste de máquinas
e equipamentos configuravam-se acima de 65%, no caso de tais
setores como:
- mineração de carvão-de-pedra
e linhito, gás e água quente; produção
do equipamento restante de transporte; têxtil; produção
de coque e produtos provenientes da refinação
de petróleo.
O grau significativo de descapitalização dos
bens de produção na Polônia e sua concentração
nos ramos tradicionais da indústria dão origem
à situação em que a base da transformação
econômica sejam - ao lado das mudanças sistêmicas
consequentemente implementadas - a modernização
e substituição de significativa parte do parque
de máquinas, direcionadas sobretudo para os setores
de elevada produtividade e com grandes perspectivas de desenvolvimento.
Nos anos 1996-2003, o grau de desgaste dos
bens de produção da economia polonesa baixou
45 de 49,7% para 45,8%, sendo que na indústria de 57,2%
para 50,8%. Nesse setor, o indicador em questão diminuiu,
nesse mesmo período, de forma particularmente acentuada,
na produção de máquinas para escritório
e computadores (de 54,9% para 30,7%).
A diminuição do grau de desgaste
dos bens produtivos na economia polonesa foi possível
graças à elevada dinâmica dos investimentos.
Esse investimentos aumentaram, de modo particularmente rápido
(15-22% ao ano em preços fixos), nos anos 1995-1998.
Nos anos 1999-2002, no entanto, o ritmo baixou de maneira
significativa. Desde a segunda metade de 2003, observa-se,
novamente, dinamização na atividade de investimento.
Em 2004, os investimentos aumentaram 5,3%. As firmas estrangeiras
jogam um papel cada vez mais essencial no processo de investimentos.
Em 2003, a participação das
sociedades com capital estrangeiro nos investimentos totais
bruto em meios duráveis atingiu 47%, face aos 20% em
1996.
Infra-estrutura econômica
A infra-estrutura tem significado chave para o desenvolvimento
da dinamização econômica e social em todos
os setores da economia, sendo que o nível de seu desenvolvimento
tecnológico e organizacional decide em grau fundamental
sobre a competitividade de toda a economia e das diversas
empresas, tanto a nível regional, como nacional e,
também, internacional. A Polônia como membro
da União Européia tende para a integração
de sua infra-estrutura econômica com a infra-estrutura
dos demais Estados-membros, por intermédio da liberação
do acesso aos serviços prestados pelos chamados setores
de redes, compostos por estradas e unidades do transporte
rodoviário, linhas ferroviárias e equipamentos
do transporte ferroviário, portos e equipamentos portuários,
pistas para aviões e terminais aeronáuticos,
ductos, vias aquáticas e portos para transporte de
águas internas, meios de comunicação
postal, telefônica e de telecomunicação,
construções para produção e equipamentos
para distribuição de energia elétrica,
equipamentos para transmissão de gás. Importantes
componentes da infra-estrutura são os equipamentos
para abastecimento de água quente e fria, tratamento
de esgotos e remoção de outras impurezas, cujas
fontes são a indústria e as unidades de economia
doméstica.
A liberalização do mercado
de serviços dos setores de redes, bem como o desenvolvimento
da infra-estrutura econômica descuidada durante anos,
constitui uma das tendências mais importantes e estratégicas
do desenvolvimento econômico na Polônia.
Transporte
A inserção da rede polonesa na rede européia
da infra-estrutura de transporte requer sua modernização
e expansão. A adesão à UE criou chance
para a significativa melhoria da situação nesse
aspecto, graças à possibilidade da obtenção
de apoio financeiro por parte da Comunidade para os projetos
de investimentos. Isso se refere aos elementos da infra-estrutura
de transporte situada nos corredores transeuropeus de transporte
(rede TEN-T), que têm fundamental significado para toda
a UE (modernização das redes ferroviária
e rodoviária, contrução de auto-estradas
e vias de tráfego rápido), como também
de investimentos menores que têm como fim o desenvolvimento
e modernização da infra-estrutura de transporte
de caráter regional.
Entre as vertentes fortes da infra-estrutura
polonesa de transporte devemos incluir a elevada participação
na rede rodoviária e ferroviária nos trechos
de caráter internacional, como também a rede
relativamente densa de vias ferroviárias; entre as
vertentes mais fracas, incluímos a carência de
vias de grande capacidade de tráfego, de vias ferroviárias
que assegurem, no transporte de passageiros, velocidade acima
de 160 km/h, e, no movimento de mercadorias, mais de 120 km/h,
bem como elevada porcentagem de rede rodoviária com
má qualidade de revestimento.
O problema principal da rede das estradas polonesas é
a pequena extensão das auto-estradas (405,1 km) e vias
de tráfego rápido (225,6 km). Até 2013
está previsto o aumento da extensão das auto-estradas
para 1.900 km e das vias de tráfego rápido e
periféricas para 2.500 km. Graças a isso surgirá
uma rede de vias sem colisão, que cobrirá a
maior parte da área do país. Pretendese alcançar
uma extensão total de auto-estradas e vias de tráfego
rápido de cerca de 7.200 km, sendo cerca de 2.000 km
de auto-estradas. Até final de 2010, deverá
aumentar para mais de 2.500 km a extensão da rede de
vias adaptadas ao tráfego de veículos com pressão
de 11,5 toneladas no eixo, ao que a Polônia se comprometeu
no tratado de acesso à União Européia.
Nos planos de desenvolvimento do transporte
na Polônia, uma grande importância se atribui
igualmente à organização da infra-estrutura
rodoviária nas áreas limítrofes.
Transporte ferroviário
No final de 2003, as linhas ferroviárias na Polônia
tinham uma extensão de 20,7 mil km. A densidade da
rede ferroviária atingia 6,5 km/100 km² da superfície
do país e era superior Em 2003, na Polônia, foram
transportadas através de transportes de todos tipos
672,8 milhões de toneladas de cargas e 1.112,5 milhões
de passageiros. Nesses transportes, o meio básico foi
o rodoviário (sua participação no volume
total dos transportes foi de 51,4%, no caso do transporte
de cargas e 74,0%, no caso do transporte de passageiros).
Significado menor teve, contudo, o transporte ferroviário
(respectivamente, 36,0% e 25,5%), e demais meios de transporte
- aéreo, navegação de águas internas,
marítimo e através de ductos (11,9% e 0,5%).
Transporte rodoviário
No final de 2003, a Polônia possuía 249,0 mil
km de vias públicas com revestimento rígido,
o que constituía uma densidade de 79,6 km/100 km²
da superfície do país. A extensão das
vias de caráter internacional era de 5,5 mil km, do
que 4,8 mil km em corredores transeuropeus de transporte.
Parte significativa das vias requer modernização
com o fim de aumentar sua capacidade de fluxo, fortalecimento
do revestimento e melhoria do estado técnico.
O problema principal da rede das estradas
polonesas é a pequena extensão das auto-estradas
(405,1 km) e vias de tráfego rápido (225,6 km).
Até 2013 está previsto o aumento da extensão
das auto-estradas para 1.900 km e das vias de tráfego
rápido e periféricas para 2.500 km. Graças
a isso surgirá uma rede de vias sem colisão,
que cobrirá a maior parte da área do país.
Pretendese alcançar uma extensão total de auto-estradas
e vias de tráfego rápido de cerca de 7.200 km,
sendo cerca de 2.000 km de auto-estradas. Até final
de 2010, deverá aumentar para mais de 2.500 km a extensão
da rede de vias adaptadas ao tráfego de veículos
com pressão de 11,5 toneladas no eixo, ao que a Polônia
se comprometeu no tratado de acesso à União
Européia.
Nos planos de desenvolvimento do transporte
na Polônia, uma grande importância se atribui
igualmente à organização da infra-estrutura
rodoviária nas áreas limítrofes.
Transporte ferroviário
No final de 2003, as linhas ferroviárias na Polônia
tinham uma extensão de 20,7 mil km. A densidade da
rede ferroviária atingia 6,5 km/100 km² da superfície
do país e era superior à média da UE-15.
A rede ferroviária caracteriza-se por elevado grau
de eletrificação, com também grande porcentagem
de linhas de duas ou mais vias.
Em 2003, através de transporte ferroviário foram
transportadas 241,6 milhões de toneladas de cargas
e 284,4 milhões de passageiros. A participação
das ferrovias nos transportes terrestres de cargas é
significativamente maior do que nos países da UE-15.
As linhas ferroviárias de importância
nacional e internacional, sobretudo as que se encontram nos
corredores transeuropeus de transporte, requerem modernização
e adaptação aos padrões europeus.
O desenvolvimento do transporte ferroviário
na Polônia, nos anos mais próximos, não
estará relacionado com a construção de
novas vias ferroviárias, mas antes com a melhoria do
estado da infra-estrutura já existente. O resultado
dessas ações será a melhora das condições
do transporte de mercadorias e pessoas, mas, sobretudo, a
redução do tempo de duração do
transporte.
Até 2013 está prevista a modernização
de 50% da rede ferroviária que se encontra nos corredores
transeuropeus de transporte e, até 2020, deverá
ocorrer a sua plena modernização. Ao mesmo tempo,
será modernizada a rede restante que se encontra sob
a gestão do Estado. Terá lugar também
o desenvolvimento das linhas ferroviárias de grandes
velocidades.
Transporte marítimo
Os maiores portos marítimos poloneses - em Gdańsk,
Szczecin, Świnoujście e Gdynia - constituem entroncamentos
estratégicos da infra-estrutura européia de
transporte. Ligam diferentes ramos do transporte terrestre
(ferroviário e rodoviário), bem como de águas
internas com o transporte marítimo internacional. Na
conexão com os portos marítimos poloneses posição
dominante ocupa o transporte ferroviário.
Nos portos marítimos poloneses no
ano de 2003, foram embarcados 52,9 milhões de toneladas
de cargas, sendo que principalmente cargas a granel, carvão-de-pedra
e coque, bem como petróleo. O movimento de passageiros
e transporte de veículos na navegação
marítima cabem centralmente aos ferries-boats, e, em
pequeno grau, aos navios de passageiros sob bandeiras estrangeiras
e navios mercantes.
Os portos marítimos comerciais poloneses
dispõem de infra-estrutura que possibilita a prestação
de serviços de transporte, em amplo limite, para cargas
e passageiros. No campo do desenvolvimento da infra-estrutura
do transporte marítimo prevê-se a modernização
da via aquática Świnoujście-Szczecin, a construção
de infra-estrutura portuária para base de contêineres
em Szczecin, assim como para o Centro Logístico da
Pomerânia Ocidental em Szczecin, o aumento do acesso
aos principais portos marítimos da parte do mar e da
terra, bem como muitos outros empreendimentos de modernização
e relacionados com a expansão da capacidade de embarque
e desembarque (baldeação de cargas e pessoas).
Transporte aéreo
A infra-estrutura principal do transporte aéreo é
formada pelo aeroporto internacional de Varsóvia e
55 outros aeroportos regionais. Ligações regulares
no movimento de passageiros é coberta por 10 aeroportos.
Os maiores são: Varsóvia-Okęcie, Cracóvia-Balice,
Gdańsk-Rębiechowo, Poznań-Ławica, Wrocław-Strachowice
e Katowice-Pyrzowice. O Aeroporto Frederico Chopin em Varsóvia
atendeu, em 2003, 5,2 milhões de passageiros (73% do
número global de passageiros que fizeram uso de aeroportos
poloneses). Nesse mesmo ano, registrou-se o crescimento do
tráfego de aviões poloneses e estrangeiros em
quase todos os aeroportos, tendo aumentado também o
número de passageiros. Essa tendência manter-se-á
no futuro dada à liberalização do transporte
aéreo e à entrada no mercado polonês de
linhas aéreas baratas, em consequência um maior
acesso a esse tipo de transporte.
O transporte aéreo tem significado principalmente nos
transportes internacionais de passageiros. Contudo, esse tipo
de locomoção tem pouca importância, no
caso do transporte de cargas, sobretudo na comunicação
nacional. Em 2003, a Polônia mantinha comunicação
regular com 56 cidades em 32 países.
O desenvolvimento da comunicação
aérea acarreta a necessidade da expansão e modernização
da infra-estrutura dos aeroportos e dos equipamentos aeronáuticos
em terra, sobretudo no aspecto da navegação
aérea. No momento presente, prossegue a modernização
e expansão do aeroporto internacional de Varsóvia-Okęcie
(nos anos 2010-2015 deverá alcançar uma capacidade
de fluxo de 10-15 milhões de passageiros por ano),
como também dos aeroportos de Cracóvia, Katowice
e Szczecin. Significado estratégico para o transporte
aéreo terá a planejada construção
de novo aeroporto para a aglomeração urbana
de Varsóvia e Łódł. Está prevista também
a modernização e adaptação dos
aeroportos de Gdańsk-Rębiechowo e Cracóvia-Balice
para atendimento do movimento transatlântico.
Transporte por águas internas
O transporte por águas internas desempenha na Polônia
papel pequeno (em 2003, sua participação no
transporte de cargas avaliado em toneladas foi unicamente
de 0,6%). A extensão das vias de navegação
por águas internas é de cerca de 1.800 km. As
maiores possibilidade da utilização desse tipo
de transporte oferecem o rio Oder e seus afluentes. A Hidrovia
do Oder encontra-se na rede transeuropéia de transporte
e serve sobretudo aos portos de Szczecin e Świnoujście. Esse
transporte joga papel importante no transporte de algumas
mercadorias a granel, entre outras, areia e cascalho, carvão-de-pedra,
metais e produtos metálicos. Nos últimos anos,
tem aumentado o seu papel no contexto dos transportes internacionais
de mercadorias, sobretudo no que diz respeito à exportação.
O significado do transporte através de águas
internas, como o mais ecológico, deverá aumentar
no futuro, entre outras razões, graças à
realização do Programa Oder 2006.
Transporte intermodular
Nos últimos anos, aumenta na Polônia o significado
dos transportes intermodulares, que utiliza pelo menos dois
ramos diferentes de transporte. No entanto, o papel desse
transporte é menor do que nos países da UE-15.
Presentemente, a rede existente de terminais é insuficiente
e requer modernização e expansão. O desenvolvimento
do transporte intermodular ocorrerá, principalmente,
através da construção de novos terminais
com base na infra-estrutura ferroviária existente,
como também criação de centros logísticos.
Comunicação
No final de 2003, o número de conexões centrais
de telefonia por cabo era de 12.304 mil, sendo que nas cidades
- 9.377, e no campo - 2.927. Observa-se um significativo crescimento
do ritmo de telefonia por cabo, sobretudo nas áreas
rurais. Em efeito, a rede de assinantes alcançou uma
densidade de 322 conexões centrais de telefonia por
cabo para 1.000 habitantes,
sendo 398 nos centros urbanos e 199 no campo. De forma dinâmica
aumenta o número de conexões em acessos de tipo
ISDN1 (em 2003, o seu número cresceu mais de 49%, para
1,5 milhão). Nos últimos anos, tem prosseguido
a substituição e modernização
da rede de telecomunicação, aumenta igualmente
o número de centrais telefônicas digitais. A
maior operadora de telefonia por cabo é a Telecomunicação
Polonesa S.A., que atende a mais de 90% de todos os assinantes.
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1 Rede digital que possibilita a transmissão simultânea
de voz, fax, imagem e dados.
Em ritmo rápido desenvolve-se na Polônia
a telefonia celular. Nos anos 2000-2003, o número de
assinantes aumentou de 6,7 milhões para 17,4 milhões.
Em 2003, para cada 1.000 habitantes havia 456 assinantes.
Presentemente, para prestação de serviços
no campo da telefonia celular três operadoras possuem
autorização: POLKOMTEL S.A., Polska Telefonia
Cyfrowa Ltda (Telefonia Digital Polonesa Ltda), e Polska Telefonia
Komórkowa CENTERTEL Ltda (Telefonia Celular Polonesa
CENTERTEL Ltda).
Em 2003, estavam instalados na Polônia
86 mil aparelhos telefônicos de acesso público
e automáticos. Para um aparelho havia 408 habitantes
(nas cidades - 346, no campo - 572). A política de
desenvolvimento da telecomunicação na Polônia
almeja assegurar claras e transparentes regras do jogo de
mercado para todas as operadoras, de acordo com os princípios
da concorrência honesta. Presta-se grande importância
ao aumento da acessibilidade aos serviços teleinformáticos,
tanto fixos como móveis, incluindo serviços
de banda larga e telefonia celular de terceira geração
(serviços UMTS).
Uma das tarefas importantes da política
no domínio da telecomunicação é
o garante geral e acesso barato à rede Internet. Em
2003, acesso à banda larga de internet tinham 466 mil
usuários (300 mil com utilização de linhas
telefônicas digitais, 150 mil através de televisão
por cabo e 11 mil usando a tecnologia sem-cabo e através
de satélite). Até o final de 2006, prevê-se
que o número de usuários da internet de banda
larga será de mais de 1,5 milhão.
Na Polônia, estavam em funcionamento,
no final de 2003, 8,3 mil repartições postais
(3,7 mil nas cidades e 4,6 mil no campo).
O número de assinantes radiofônicos
alcançava 9,2 milhões, televisivos (televisão
pública)
- 9,0 milhões. Na Polônia, funcionam mais de
500 operadoras de televisão por cabo. Prestam serviços
em mais de 1.000 redes para mais de 4,5 milhões de
assinantes.
Rede de água e esgotos
A extensão da rede de água atingia, no final
de 2003, 232 mil km, enquanto de esgotos - 69 mil km, tendo
crescido de modo significativo a partir de 2000. As áreas
rurais continuam a requerer investimentos particularmente
grandes no setor da infra-estrutura da rede de água
e esgotos. Grande significado atribui-se à realização
das redes infra-estruturais transeuropéias no domínio
da proteção do meio ambiente, incluindo, sobretudo,
as referentes à preservação da pureza
das águas. Pressupõe-se que, nos próximos
anos, muitos projetos de investimento no campo da infra-estrutura
da rede de água e esgoto serão co-financiados
com recursos originários dos fundos da UE destinados
à proteção do meio ambiente.
Infra-estrutura de transporte de
petróleo e gás natural
Os ductos centrais para bombeamento do petróleo e produtos
derivados do petróleo tinham, no final de 2003, uma
extensão de 2.293 km. A extensão da rede de
distribuição de gás no setor público
alcançava 121.555 km. Significado estratégico
possui o aumento do acesso da sociedade ao gás de rede,
sobretudo nos pequenos centros urbanos e meios rurais. Atualmente,
88% da aquisição de gás da rede de distribuição
são realizados pelas cidades, enquanto só quase
12% pelos usuários situados fora dos centros urbanos.
A expansão das redes locais de gás é
importante elemento da política regional. Nos investimentos
nesse domínio prevê-se a utilização
de recursos provenientes dos fundos estruturais da UE.
Eletro-energética
A força instalada nas centrais elétricas e centrais
termoelétricas atingia, em 2003, 35.419 MW, sendo que
nas centrais eletrotérmicas - 30.521 MW, e nas hidrelétricas
e movidas a vento - 2.285 MW. As centrais termoelétricas
são em sua maioria usinas movidas a carvão,
que utilizam as grandes reservas nacionais de carvão
mineral e linhito. O consumo de energia elétrica alcançou
127.160 GWh, o que per capita perfaz um consumo de 3.329 kWh.
Meio Ambiente
A Polônia se insere entre os países, nos quais
o grau de poluição do meio ambiente indica significativa
diversificação territorial. As ameaças
se apresentam particularmente nas regiões industriais
urbanas, que ocupam 10-15% da superfície do país.
No período dos últimos anos, a situação
do meio ambiente na Polônia melhorou de maneira evidente.
Para tal situação contribuíram: a limitação
da produção industrial (sobretudo nos domínios
prejudiciais ao meio ambiente), principalmente no período
inicial das transformações; o aguçamento
da legislação ecológica, sua aplicação
cada vez mais eficaz por intermédio de ação
exercida pelos instrumentos econômicos, sobretudo pelo
sistema de taxas e multas. Em resultado, cresceram significativamente
os investimentos voltados para a proteção do
meio ambiente e aumentou o interesse das empresas pela aquisição
de matérias-primas, cuja transformação
produz menor poluição (por exemplo,
carvão com baixo teor de enxofre).
Nos anos 1990-2002, a emissão total
de bióxido de enxofre diminuiu em 54,7%, de bióxido
de azoto - em 37,8%, de amoníaco - em 40,9%, de bióxido
de carvão - em 19,2%, de metano - em 35,7%. Esses dois
últimos gases pertencem ao grupo de gases de estufa,
cuja emissão a Polônia se comprometeu, em conformidade
com o Protocolo de Kioto, a limitar em 6%, no período
de 2008-2012, em relação à emissão
de 1988. Esse objetivo foi bastante ultrapassado:
a real redução alcançou
já 30%. Isso significa que a Polônia dispõe
de direitos (pontos)significativos, economizados, quanto à
emissão de gases. No mercado comunitário, pode-se
comerciar com esses direitos, a partir de 28 de fevereiro
de 2005.
A emissão de impurezas em forma de
pó provenientes de unidades industriais prejudiciais
à pureza do ar baixou, na Polônia, de 1.163 mil
toneladas, em 1990, para 135 mil toneladas, em 2003, sendo
que de elementos originários da queima de combustíveis
- de 933 mil toneladas para 111 mil toneladas. Nesse mesmo
período, a quantidade de esgotos industriais e comunais
não tratados diminuiu de 1,34 bilhões de m³
para 0,21 bilhões de m³, sendo que dos esgotos
escoados através da rede de canalização
- de 922,9 milhões de m³ para 164,7 milhões
de m³; dos esgotos escoados diretamente das unidades
industriais - de 419,7 milhões de m³ para 46,3
milhões de m³. A quantidade de esgotos que requerem
tratamento diminuiu de 4,1 bilhões de m³ para
2,2 bilhões de m³. Melhorou também a estrutura
dos esgotos tratados. De 39,5% para 63,7% cresceu a participação
dos esgotos biologicamente tratados, portanto, por métodos
os mais próximos ao meio ambiente.
A captação de água para
necessidades da economia e da população baixou,
nos anos 1990-2003, de 14,2 bilhões de m³ para
11,1 bilhões de m³. O consumo de água diminuiu
nos três domínios principais: para fins de produção
(excluindo a agricultura, os setores florestal e de pesca)
- de captações próprias; para as necessidade
de irrigação e complementação
dos açudes na agricultura, serviço florestal
e de pesca; e na rede de águas. Com o ritmo extraordinariamente
rápido do crescimento do número de veículos,
nos últimos decênios, aumentou a emissão
de algumas impurezas originárias dos meios de transporte,
principalmente do bióxido de carvão e do protóxido
de azoto. No entanto, a emissão de outras impurezas
provenientes de meios de transporte diminuiu (metano, compostos
orgânicos voláteis não - metanos, óxido
de carvão, óxido de azoto, bióxido de
enxofre ou chumbo). A exploração econômica
da maior parte do território da Polônia tem caráter
decididamente extensivo, o que de forma moderada influi na
mudança de qualidade do meio ambiente.
Por exemplo, na agricultur a relativamente pequeno é
o consumo de adubos minerais e de meios químicos de
proteção das plantas. Isso abre amplas possibilidades
de desenvolvimento das propriedades que produzem, ecologicamente,
alimentos saudáveis. Nos anos 1990-2004, o número
de propriedades que se ocupam da agricultura ecológica
aumentou, na Polônia, de 27 para 3.760. No ano 2004
mesmo, o número de tais propriedades aumentou de 1.474.
A área total de cultivos ecológicos
atingia, em 2004, 82,7 mil ha, o que constituía, no
entanto, apenas 0,5% da superfície conjunta das terras
aráveis. Para comparação, pode-se informar
que nos países da UE-15 esse indicador é de
3,4%.
Os valores naturais da Polônia são
considerados como bastante elevados, sobretudo no contexto
da Europa Ocidental. Muitas regiões do país
caracterizam-se por elevado nível de diversidade biológica.
Na Polônia se apresentam gêneros raros de plantas
e animais, em outras partes ausentes, e com frequência
ameaçados à escala continental. A superfície
das áreas protegidas, de diferente status, abrange
quase 1/3 do país, o que coloca a Polônia, quanto
a esse aspecto, num dos primeiros lugares na Europa. O sistema
de áreas protegidas está sendo desenvolvido
a partir da metade dos anos 80. Somente nos anos 1990-2003,
a superfície dos parques nacionais aumentou 90%, dos
reservados naturais - 37%, dos chamados parques panorâmicos
naturais - 105%, das florestas protegidas - 20%.
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